Apenas 29% do portugueses acredita que a economia vai melhorar

A maioria dos portugueses (61%) considera que a situação financeira do seu agregado familiar é «boa» ou «muito boa», mas apenas 36% acredita que a economia nacional acompanhe esse padrão otimista, de acordo com o último Eurobarómetro, divulgado pela Comissão Europeia esta segunda-feira.

A análise da representação de Bruxelas em Portugal identifica o país como um dos treze Estados-membros que se posicionam abaixo da média europeia em termos de proporção de avaliações positivas da situação da economia nacional. Contudo, os tais 36% expõem um valor superior aos registados nos outonos de 2013 a 2016, bem como no de 2017.

Apenas 29% dos portugueses acreditam que a evolução da economia portuguesa será positiva. Ainda assim, metade dos cidadãos antecipa que a situação económica portuguesa não sofrerá alterações nos próximos doze meses (nem para melhor nem para pior).

Para a generalidade da população nacional, os principais problemas que o país enfrenta são sobretudo três: na Saúde e na Segurança Social (33%), o risco de aumento dos preços e do custo de vida / inflação (32%) e o desemprego (27%)

“Cerca de um em cada três portugueses avalia a situação económica do país de forma positiva e três em cada cinco está satisfeito com a situação financeira da família. Em termos comparativos, Portugal está entre os países em que estas avaliações são menos expressivas, embora se destaque das restantes democracias do Sul da Europa e dos padrões extremamente pessimistas identificados em anos recentes”, referem os autores (entre os quais figuram José Santana Pereira, do ISCTE, e Patrícia Silva, da Universidade de Aveiro).

Há cerca de duas semanas, o Instituto Nacional de Estatística deu conta de que o PIB português terá aumentado 2,1% em 2018, menos 0,7 pontos percentuais do que no ano anterior e abaixo da meta do Governo. Em causa esteve o contributo “mais negativo” da procura externa líquida, a desaceleração das exportações de bens e serviços mais acentuada do que a das importações e o contributo positivo “menos intenso da procura interna, refletindo o crescimento menos acentuado do investimento”.